O voo das aves é o resultado do esforço coletivo de todos os usuários que inseriram e inserem valiosas informações que beneficiam não somente aos demais usuários, mas como toda a comunidade de observadores de aves, ornitológica e visitantes em geral. A todos os que dispensaram um pouco do seu tempo para compartilhar o seu conhecimento muito obrigado.
As aves são os animais que melhor se adaptaram à capacidade de voo. Embora diversos outros seres vivos têm a mesma particularidade a evolução dos membros superiores em asas colaborou para a expansão das aves por praticamente todas as regiões do planeta. Mesmo aquelas em que o voo se encontra inato a estrutura básica está lá, lembrança de que o processo evolutivo através do voo de alguma forma colaborou para o sucesso da perpetuação da espécie. As aves são, portanto, as senhoras dos ares por excelência.
O processo evolutivo proporcionou as aves todas as condicionantes necessárias para que elas dominassem o ar. Colaborou em sua aerodinâmica corporal, retirando-lhe peso estrutural dando aos ossos estrutura pneumática, ajustando as suas penas de forma a darem a elas a dinâmica de romper as barreiras do ar, “quebrando-lhe” a residência ora para o arrojo das investidas de predação ora para a regularidade do voo planado.
Forma mais primitiva de voo e talvez a forma que proporcionou todas as outras técnicas. Consiste em manter as asas abertas batendo o menor número possível de vezes as asas, o que se torna uma vantagem ao não se gastar muita energia corporal devido ao menor esforço empregado.
Entre os mais exímios planadores temos os grandes rapinantes e as aves pelágicas.
Os grandes rapinantes - Accipitriformes - têm as asas largas e a cauda em leque. Rapaces, utilizam-se de sua forma anatômica para garantir maior eficiência em suas ações de caça em que na quase totalidade das vezes obtêm sucesso.
Técnica de voo em que a ave sobe e desce no ar lembrando o movimento de uma montanha-russa. Utilizida pelos grandes predadores para vasculhar áreas nas copas das árvores ou outros locais sobrevoados a procura de suas presas.
Manobra em que a ave desse em rápido e vertiginoso voo logo após avistar um poleiro ou local de seu interesse ou quando a ave predadora avista uma presa e parte de um voo planado em sua direção valendo-se dessa manobra. As aves de rapina se utilizam dessa manobra em ações de caça. Os urubus costumam praticá-la quando produzem um som como avião a jato.
O voo de libração ou voo de helicóptero é aquele em que a ave paira no ar. Os beija-flores são exímios nessa forma de voo. As outras aves voam batendo as asas para cima e para baixo, já aquelas da família Trochilidae, devido a sua anatomia em que não há rigidez na junção das asas com o corpo, o que permite com que batam as suas asas para frente e para traz, horizontalmente, exercendo a função como das hélices, porém formando um desenho no ar como um número oito causando redemoinhos de ar conseguem se sustentar paradas. Essa técnica é utilizada quando em busca do alimento ou em outras situações específicas como no cortejo.